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Presidência do Marechal Costa e Silva;
A Passeata dos Cem Mil Começaram a crescer os protestos e ações políticas dos estudantes, apesar da forte repressão policial, ocorrendo, em março de 1968, a morte a tiros, pela polícia, do estudante secundarista Edson Luís, no Rio de Janeiro, que culminou com a Passeata dos Cem Mil, unindo estudantes e segmentos da classe média urbana, com mais de 100.000 pessoas protestando contra o Governo, em junho de 1968, no Rio de Janeiro. O Ato Institucional Nº 5 Em outubro de 1968, denunciou-se na Câmara dos Deputados que oficiais da Aeronáutica pretendiam utilizar o PARA-SAR – unidade de buscas e salvamento da FAB – em missões de assassinatos de líderes políticos e estudantis, sendo o Brigadeiro João Paulo Burnier apontado como autor do plano. Em dezembro de 1968, tendo como pretexto um discurso do Deputado Márcio Moreira Alves, Costa e Silva decretou o Ato Institucional n.º 5 (o AI-5), o mais violento e duradouro de todos os Atos baixados pela ditadura, vigorando até 1979, e dando poderes ao Presidente para fechar, por tempo ilimitado, o Congresso Nacional, as Assembléias Estaduais e Câmaras Municipais; suspender direito político por dez anos e cassar mandatos eletivos; decretar estado de sítio e prorrogá-lo por tempo indeterminado. Foi suspensa a garantia do Habeas Corpus e o próprio Governo, no mesmo dia da decretação do AI-5, fechou por mais de dez meses o Congresso Nacional!
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Junta Militar e o Impedimento do Vice Pedro Aleixo; Em 1969, o Vice-Presidente Pedro Aleixo coordenou uma reforma constitucional a ser promulgada em 1º de setembro, o que não aconteceu, em virtude de uma trombose que acometeu o Presidente Costa e Silva, dois dias antes, incapacitando-o de governar. Como conseqüência, os três ministros militares impediram que o Vice-Presidente Pedro Aleixo tomasse posse, dando um golpe e formando uma Junta Militar que governou o País entre 30 de agosto e 31 de outubro de 1969. Nesse período foi procedida uma reforma constitucional (na realidade, outorgou-se nova Constituição), de autoria de Gama Filho, Ministro da Justiça, que manteve o AI-5 e introduziu uma nova Lei de Segurança Nacional, ainda mais violenta e arbitrária.
O Governo Médici (1969-1974) A Junta declarou vagas a Presidência e a Vice-Presidência da República, definindo o processo de escolha do novo Presidente, pelo qual os oficiais-generais das três Armas indicariam os candidatos de suas preferências. Foi apontado o General Emílio Garrastazu Médici, ex-Chefe do SNI, eleito pelo Congresso Nacional (reaberto três dias antes) para o período de 1969-1974. O Governo Médici transcorreu sob o clima do milagre econômico, com a realização de obras e projetos-impactos ambiciosos. Durante o seu governo nasceu o terrorismo no Brasil, tanto do governo em relação à sociedade civil, quanto da direita em relação à esquerda e da esquerda em relação ao regime. Formaram-se pequenas organizações de esquerda, sendo a guerrilha, chefiada pelo ex-Deputado Carlos Marighella e o Capitão do Exército Carlos Lamarca, dizimada em dois anos.
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