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O
Governo Dutra (1946-1951) e o Clima de Guerra Fria
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governo do General Eurico Dutra (1946-1951) foi, na realidade, um
período de transição e acomodação entre o regime capitalista ditatorial
do Estado Novo e a democracia liberal burguesa. |
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Em
síntese, era um governo constituído por conservadores e que sofreu negativamente
as conseqüências do clima de guerra fria (conflito de interesses surgido
após guerra entre bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e
o bloco comunista, liderado pela União Soviética).
A
Política do "O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil";
O Plano Salte
Houve nesse período uma obediência excessiva do Governo brasileiro ao governo americano, refletida na declaração do General Juraci Magalhães, ex-líder tenentista: "O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil". A política econômica de Dutra foi baseada na não intervenção do Estado na economia; congelamento de salários; e total liberdade de ação para o capital estrangeiro. O insucesso dessa política levou o governo a elaborar o plano Salte, que permitia uma intervenção discreta na economia, e que também não obteve êxito.
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A Cassação do Partido Comunista, em 1947
No Congresso
Nacional, os Senadores Getúlio Vargas e Luís Carlos Prestes foram o centro
dos grandes debates políticos até 1947, quando foi declarada a ilegalidade
do Partido Comunista, sendo os deputados por ele eleitos cassados em 1948.
A partir
daí qualquer crítica ou protesto mais sério contra o Governo era tido
como agitação comunista e reprimido com violência. Nesse mesmo ano o senador
Getúlio Vargas abandonou as sessões plenárias do Senado e do Congresso,
após áspero debate com o Deputado Euclides Figueiredo, licenciando-se
e retornando a São Borja, onde permaneceu até o retorno triunfal como
Presidente da República.
Foi sob esse clima que se procedeu à campanha eleitoral de 1950, com as candidaturas de Cristiano Machado (apoiado por Dutra e pelo PSD), do Brigadeiro Eduardo Gomes (da UDN e com apoio de integralistas) e a de Getúlio Vargas, apoiada pelo PTB e pelo Partido Social Progressista, de Ademar de Barros. Getúlio Vargas ganhou as eleições com 48,7% dos votos, contra 29,7% e 21,5% atribuídos a Eduardo Gomes e Cristiano Machado, respectivamente.
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