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O Senado e a Revolução de 1930 Voltar para página anterior   Avançar para próxima página

O Fim da Política Café-com-leite;
A Aliança Liberal

As regras da política de café-com-leite foram rompidas pelo presidente Washington Luís, ao lançar candidato à sua sucessão o Governador de São Paulo, Júlio Prestes, e não o de Minas Gerais, Revista "O Cruzeiro"
Antônio Carlos de Andrada, o que gerou grande inconformismo nos meios político e militar. Preterida, Minas uniu-se ao Rio Grande do Sul e a Paraíba, criou-se a Aliança Nacional Liberal e o gaúcho Getúlio Vargas foi lançado candidato a Presidência da República, com o paraibano João Pessoa, sobrinho de Epitácio Pessoa, como vice.

Júlio Prestes venceu as eleições, mas não assumiu a Presidência, impedido pelo movimento revolucionário de 1930, que eclodiu as 17h30 de 3 de outubro, em Porto Alegre, levando Getúlio...

Palácio do Catete

O Assassinato de João Pessoa;
O Golpe Militar que levou Getúlio Vargas ao poder

Um dos últimos fatores a mobilizar a oposição em favor da revolução de 30 foi o assassinato de João Pessoa, ocorrida em 26 de Julho, que culminou no movimento militar iniciado no Rio Grande do Sul, chefiado por Getúlio Vargas, Góis Monteiro e Oswaldo Aranha e coordenado no Nordeste por Juarez Távola. No dia 5 de outubro, o Presidente Washington Luís decretou "estado de sítio em todo território da República, até 31 de dezembro".

Corpo de João Pessoa Vargas e Oswaldo Aranha
 

Em 24 de outubro de 1930, os militares depuseram o Presidente Washington Luís, que partiu para exílio. Uma Junta Militar, formada pelos Generais Tasso Fragoso e Mena Barreto e pelo almirante isaías de Noronha, assumiu o poder até o dia 3 de novembro, quando Vargas tomou posse como Presidente provisório do Brasil e nomeou seu Ministério, exercendo funções dos poderes Executivo e Legislativo.

Getúlio Vargas no Palácio do Catete

A Revolução de 1930 terminava vitoriosa, acabando com o domínio absoluto das oligarquias e encerrando a Primeira República, que ficou conhecida como época dos famosos conchavos, em que predominou a política dos governadores ou da troca de favores entre governos federal e estaduais e a política do café-com-leite, com alternância de São Paulo e Minas Gerais na Presidência da República.