
As chamadas assimetrias entre os países do Mercosul tornaram-se o tema principal nos debates entre os integrantes do bloco, disse na manhã desta segunda-feira (3) o embaixador Regis Arslanian, representante permanente junto ao bloco e à Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), durante café da manhã de trabalho com os deputados e senadores que integram a delegação brasileira no Parlamento do Mercosul.
Na opinião do embaixador, a ênfase à discussão das desigualdades regionais pode ser considerada uma "grande conquista", uma vez que começa a atrair simpatia para o bloco especialmente entre os integrantes menores, Paraguai e Uruguai. Ele informou que a imprensa uruguaia recentemente deu grande espaço a uma reportagem sobre os benefícios para o país do início das operações do Fundo de Convergência Estrutural (Focem), criado justamente para reduzir as assimetrias do bloco.
Segundo o relato feito pelo embaixador aos parlamentares, uma das principais críticas feitas pelos governos do Paraguai e do Uruguai ao Brasil refere-se aos incentivos fiscais para o desenvolvimento regional brasileiro.
Durante recente reunião com representantes dos dois países, relatou Arslanian, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu a política e incentivos, recordando que apenas três estados brasileiros - São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal - têm renda per capita superior à do Uruguai. Dois outros estados, Maranhão e Piauí, prosseguiu o ministro, possuem renda per capita inferior à do Paraguai.
03/09/2007 - Marcos Magalhães / Agência Senado
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