
Por iniciativa da delegação brasileira, o Parlamento do Mercosul aprovou nesta terça-feira (8) a Carta de Montevidéu, na qual se destaca a intenção de avançar no aprofundamento da "dimensão política" do bloco. O documento ressalta a abertura de espaços para todas as correntes políticas, de maneira a contribuir para a construção de uma "cultura de cidadania vinculada ao fortalecimento da democracia".
"O Parlamento do Mercosul assegurará um espaço comum destinado a refletir o pluralismo e as diversidades da região, contribuindo para a democracia, a representatividade, a transparência e a legitimidade do processo de integração", segundo estabelece o documento aprovado por unanimidade.
Os signatários da carta dizem ainda desejar projetar para o resto do mundo a identidade do Mercosul, baseada em valores como a promoção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e o repúdio a todas as formas de discriminação, especialmente as relativas a gênero, cor, etnia e religião. Defendem também a promoção do desenvolvimento sustentável da região, buscando a "correção das assimetrias dentro e entre os países".
Durante o debate do documento, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) considerou demasiadamente diplomática a expressão "correção de assimetrias". Ele defendeu a inclusão, no texto, de termos como desigualdade, pobreza e exclusão social. "Sugiro a adoção de uma linguagem mais parlamentar", disse ele. Essa e outras sugestões seriam analisadas pela Mesa Diretora, antes da divulgação da versão final do texto.
08/05/2007 - Marcos Magalhães/Repórter da Agência Senado
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