À semelhança das bulímicas, as pessoas com o transtorno de comer compulsivamente perdem o controle durante os freqüentes ataques e só conseguem parar de comer quando se sentem fisicamente desconfortáveis. Mas, ao contrário das bulímicas, não usam métodos purgativos para eliminar os alimentos ingeridos, nem têm preocupação irracional com o peso e a forma do corpo. A maioria é obesa, e cerca de 30% fazem controle alimentar e de peso com acompanhamento médico. É considerada portadora desse transtorno a pessoa que tem ataques de comer compulsivo pelo menos duas vezes por semana, por um período mínimo de seis meses, em que:
come muito mais rápido que o normal;
come até sentir-se desconfortável fisicamente;
ingere grandes quantidades de comida, mesmo estando sem fome;
come sozinha, com vergonha da quantidade de comida ingerida;
sente-se culpada e/ou deprimida após o episódio, o que a faz comer de novo.
Esse quadro está relacionado a outras graves doenças psiquiátricas, como depressão e transtornos de ansiedade, e atinge 2% da população.
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