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Transtornos alimentares
Aumentam os casos de transtornos alimentares

O primeiro transtorno alimentar foi identificado no século 17 (a "anorexia histérica"), e na época era raro encontrar um caso da doença. Hoje, com a valorização excessiva da aparência pelas modernas culturas ocidentais, que impõem a magreza como padrão de beleza, os casos têm aumentado assustadoramente.

Em países industrializados, 93% das mulheres e 82% dos homens estão preocupados com a aparência e trabalham para melhorá-la. Essa influência social – associada a fragilidades biológicas e emocionais e a um histórico familiar de transtornos psi-cológicos – faz com que as pessoas mais vulneráveis passem a achar impossível ser feliz com um corpo "feio" e desenvolvam uma relação doentia com a comida.

Desejar ardentemente ter um corpo perfeito não causa um problema emocional, mas aumenta a possibilidade de que ele apareça, especialmente na adolescência, quando a personalidade ainda não está plenamente formada. Os jovens começam a sentir que têm obrigação de ter uma aparência "perfeita" e "saudável", ainda que para isso tenham que sacrificar a saúde e o bem-estar. Chegam ao absurdo de considerar um "charme" a pessoa anoréxica ou bulímica. Na internet há, inclusive, grupos e sites que estimulam esses comportamentos doentios.

 

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