Ao discursar em homenagem aos professores, nesta quinta-feira (15), a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) informou que, de acordo com o Ministério da Educação, 83% desses profissionais no Brasil são mulheres. Por isso, argumentou a senadora, pode-se pensar em mudar o nome da data comemorativa para Dia da Professora.
A senadora acrescentou que, além de a grande maioria dos profissionais da educação ser formada por mulheres, estas atuam "de um jeito diferenciado", porque não conseguem separar a tarefa de educar na sala de aula do seu cotidiano na sociedade, onde desempenham "um papel muito especial".
- Então, eu já queria começar com essa provocação - disse a senadora.
Ideli, que é professora, disse que todo educador já experimentou um "momento mágico", dificilmente vivido por outros profissionais, "quando o olhinho do aluno brilha" e professor percebe que o aluno apreendeu e "tornou-se dono daquele conhecimento".
A senadora também informou que o estado de Santa Catarina já está organizando a conferência estadual preparatória para a Conferência Nacional de Educação, que será realizada no próximo ano. Nesta conferência nacional, adiantou a senadora, será discutido o Sistema Nacional Articulado de Educação.
Ideli aproveitou para reafirmar que os professores brasileiros precisam ser mais valorizados e respeitados, e têm direito a remuneração adequada e capacitação permanente. A senadora Ideli também lamentou que alguns estados brasileiros (RS, SC, PR, MS e CE) tenham entrado com ação na Justiça contra o piso salarial nacional da categoria.
UNE
Ideli registrou ainda que recebeu representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), que está organizando uma campanha reivindicando a destinação de parte dos recursos da exploração de petróleo na camada pré-sal
para a educação.
- Essa é uma campanha que todos nós deveríamos abraçar junto com os estudantes brasileiros - disse a senadora, assinalando que essa medida iria permitir o pagamento de bons salários para os professores e a melhoria da educação.