Cada um dos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal possuem, hoje, um núcleo de atividades de altas habilidades, ou superdotação (NAAH/S). Tais espaços estão voltados para o atendimento aos alunos com altas habilidades, preparados para identificar, atender e estimular o potencial criativo de crianças e adolescentes matriculados no sistema público de ensino. Essas informações foram transmitidas pela diretora do Departamento de Políticas de Educação Especial (Seesp), do Ministério da Educação, Cláudia Maffini Friboski.
A diretora participou, nesta terça-feira (24), da audiência pública realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) para discutir os problemas enfrentados na educação de alunos superdotados, tanto por professores quanto pelos próprios estudantes com altas habilidades.
Segundo explicou Cláudia Friboski, esse núcleos, criados a partir de 2005, têm alcançado resultados bastante positivos, pois entendem a educação especial como uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades. Durante o debate, ela relacionou os objetivos que esses grupos pretendem atingir.
- Estimular e desenvolver as potencialidades criativas e o senso crítico dos alunos com altas habilidades com o uso de recursos didáticos e pedagógicos, bem como profissionais com competência técnica para prover os desafios acadêmicos, sociais e emocionais e oportunizar o aprendizado - informou.
Para tanto, esses núcleos trabalham com três públicos-alvo diferentes, segundo a representante do MEC - um voltado para o aluno, um outro para o professor e ainda um terceiro para a família do superdotado.