O presidente do Senado, José Sarney, disse nesta segunda-feira (13) que o PMDB entrou "numa crise muito grave" com a realização da convenção deste domingo (12), mas que "permanece a decisão das bancadas no Senado e na Câmara de manter a posição atual de ajudar o país apoiando o presidente Lula".>
O senador considera a convenção "inteiramente ilegal" do ponto de vista jurídico, e criticou o deputado Michel Temer: "ele não se conduziu como presidente do partido, mas de uma maneira muito facciosa, estimulando a divisão".>
Para Sarney, o alto número de suplentes - que teriam sido irregularmente convocados - demonstra que a convenção "foi um fracasso", com a ausência da maioria dos membros efetivos. Ele acredita também que a reunião ainda poderá ser anulada por decisão judicial: "essa é uma questão que não acabou, o tribunal ainda vai decidir sobre ela", afirmou.>
Para Sarney, qualquer tentativa da cúpula do PMDB de atrair para um acordo o grupo que deseja ficar na base do governo foi inviabilizada: "o presidente Michel Temer teve muito tempo para fazer isso, mas nem tentou, e de todas as maneiras recusou, e agora é muito mais difícil".>