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Terras-raras

Majoritariamente exportador de matéria-prima desde os tempos coloniais, o Brasil não quer deixar passar mais uma ­oportunidade de entrar na nova era industrial. De olho nas múltiplas aplicações, em produtos de tecnologia de ponta, de 17 minerais conhecidos como terras-raras, o país está se organizando não apenas para retirar esse tesouro do subsolo, mas também para transformá-lo, aqui mesmo, em equipamentos de alto valor ­agregado.

Essa é a intenção do Senado, que criou, na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), uma subcomissão especial para tratar do estímulo à produção e industrialização das terras-raras. Com o senador Anibal Diniz (PT-AC) na presidência e o senador Luiz Henrique (PMDB-¿SC) na relatoria, o grupo reuniu 21 especialistas do governo, das universidades e da iniciativa privada, entre maio e julho de 2013, para elaborar propostas que incentivem investimentos em toda a cadeia produtiva que envolva os elementos de terras-raras.

Apesar de encontrar uma situação desfavorável, as perspectivas não são ruins. Já há notícias de que o Brasil possui reservas de milhões de toneladas de terras-raras e de que pelo menos três empresas mobilizam recursos para explorá-las — e industrializá-las aqui mesmo.

Porém, o país poderia estar mais bem posicionado no mercado internacional se não houvesse deixado passar oportunidades. O Brasil já foi o maior fornecedor mundial de terras-raras, mas pouco fez para processá-las no território nacional, interrompendo a produção. Enquanto isso, a China começou a produzi-las na década de 80 e, em pouco tempo, dominou a quase totalidade do mercado, causando, inclusive, uma situação de insegurança na oferta e nos preços.

Agora, o Brasil espera não ficar para trás. E, para isso, o Senado participa, com sugestões para o financiamento da pesquisa e da produção, além de incentivos para a iniciativa privada, com redução da burocracia para quem processar as estratégicas terras-raras.

Nas próximas páginas, ­conheça o que são as terras-raras, suas principais aplicações, a realidade do mercado brasileiro e mundial e as propostas preparadas pelo Senado para que o Brasil entre nesse jogo.

Boa leitura!