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Centro de medicina de Brasília se destaca por qualidade no atendimento a idosos

Hospital Universitário de Brasília (HUB) oferece atendimento de qualidade a idosos. Tratamento do mal de Alzheimer feito na instituição teve destaque do Ministério da Saúde

Inaugurado em 2002, o Centro de Medicina do Idoso do Hospital Universitário de Brasília (HUB), apesar de sobreviver praticamente de doações e trabalhos voluntários, conseguiu se sobressair no atendimento a pacientes com mal de Alzheimer entre os 74 centros de referência do idoso classificados pelo Ministério da Saúde. A unidade possui apenas três médicos geriatras efetivos e outros quatro voluntários.

Trabalhando no que é considerada a primeira pesquisa comportamental sobre o Alzheimer na região Centro-Oeste, o centro avalia e produz dados estatísticos buscando saber até que ponto atividades como pintura, canto e estímulos visuais retardam a doença.

Segundo o vice-coordenador da entidade, Einstein de Camargos, há dez pesquisas em andamento, das quais cinco no nível de mestrado e uma no de doutorado. Uma delas investiga aspectos genéticos relacionados ao Alzheimer.

– O estudo ajuda a entender melhor o perfil do paciente em relação ao tratamento da doença – explica Camargos.

Outra linha de atuação do centro oferece atendimento humanizado ao paciente e a sua família.
Os idosos com demência passam por uma espécie de triagem, após a qual são atendidos por geriatra, dentista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicólogo e profissionais das áreas da neuropsicologia, nutrição e farmácia. Depois, conforme Camargos, são encaminhados para grupos específicos de pintura, coral e estimulação cognitiva. O coral, por exemplo, faz apresentações públicas, e o maestro responsável é um idoso de 72 anos.

O centro possui uma pequena sala para preparo físico, além de um grupo orientado por uma professora voluntária da área de farmácia da UnB para capacitar cuidadores. Porém, a unidade não consegue atender à grande demanda por seus serviços. São 30 a 35 pacientes assistidos em domicílio, na proporção de dois por semana, segundo Camargos. No total, são atendidos uma média de 500 pacientes por mês e há uma enorme lista de espera.