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Universidades do Brasil: poucas patentes e inovação tecnológica

Universidades do Brasil formam doutores, mas pesquisas geram poucas patentes e inovação tecnológica 

Como resultado dos baixos investimentos, do perfil da pesquisa realizada na maior parte das universidades e da burocracia, o Brasil registra pouquíssimas patentes, indicador usado para medir o nível de inovação tecnológica de um país.

“O pequeno número de patentes nacionais e a carência de maiores incentivos à inovação e à pesquisa e desenvolvimento comprometem a competitividade brasileira. Os países mais resistentes às convulsões da economia mundial são os que investiram pesado na educação, na ciência e tecnologia, como componentes de política industrial”, alerta o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

Mas também há avanços a registrar. Nos últimos 50 anos, o Brasil ampliou a infraestrutura de pós-graduação, que forma cada vez mais mestres e doutores e estabelece nas universidades uma base de recursos humanos capazes de conduzir pesquisa de ponta e publicar cada vez mais artigos e estudos em revistas científicas.

Ainda assim, um maior número de cientistas nas universidades não vem correspondendo a um aumento proporcional nos indicadores de inovação tecnológica do país. A explicação para o baixo número de patentes pode estar na própria história da industrialização do Brasil, cujo progresso técnico se deu por meio da importação de equipamentos e tecnologias geradas em outros países em vez de levar como base o desenvolvimento científico nacional e a incorporação dele ao processo produtivo.

“Trouxemos a pesquisa para a universidade, formamos as pessoas, fomentamos, através de bolsas a formação de 12 mil doutores e 38 mil médicos por ano. Ao mesmo tempo, não temos nenhuma universidade entre as 200 melhores do mundo, mas a que mais forma doutores no mundo é a USP, na frente de boas universidades americanas”, destaca Luiz Antônio Elias, secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Sumário

Indicadores de inovação tecnológica no mundo: a posição do Brasil nos rankings

Participação de commodities e de produtos de alta tecnologia na exportação do Brasil

Crise econômica mundial, exportação de commodities e primarização

Investimento em pesquisa e desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Financiamento público nos países para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia

Indústria no Brasil tem pouca participação nos produtos de inovação tecnológica

Laboratórios de pesquisa do Coppe na UFRJ

Convênios tecnológicos da UFCG, PB, referência em tecnologia e engenharia

Incubadoras de empresas no Brasil

Inovação, empresas e universidades: parques tecnológicos no Brasil

Leis federais e estaduais para incentivo de ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Pesquisa, ciência, tecnologia e inovação começam na educação

Investimento em inovação tecnológica: Finep e os pesquisadores brasileiros

Universidade: doutores que não chegam às empresas e à pesquisa na indústria do Brasil

Formação em engenharia no Brasil: engenheiros para ciência e inovação tecnológica

Orçamento público de ciência, tecnologia e inovação: investimento do governo do Brasil

Desenvolvimento de pesquisas: NITs e redes temáticas

Programa Ciência sem Fronteiras: bolsas para estudantes e pesquisadores

Programas do CNPq para desenvolvimento de projetos de pesquisa em empresas

A Lei do Bem (Lei nº 11.196, de 2005)

Empresas privadas e leis de incentivo à ciência no cenário nacional

A economia do conhecimento: seminário sobre produção, ciência, tecnologia e inovação

Universidades do Brasil: poucas patentes e inovação tecnológica

Projeto de lei para setor de ciência, tecnologia e inovação

Recursos: o fundo social dos royalties de petróleo