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Programa Ciência sem Fronteiras: bolsas para estudantes e pesquisadores

Programa Ciência sem Fronteiras: bolsas para estudantes a partir da graduação e para pesquisadores, do Brasil e do exterior, em intercâmbio de tecnologia e inovação 


Somente no Imperial College, de Londres, o programa Ciência sem
Fronteiras custeia os estudos de 13 brasileiros (Foto: Imperial College)

No planejamento traçado pelo governo federal para o período 2011–2015, o Programa Ciência sem Fronteiras ocupa posição de destaque: R$ 3,2 bilhões serão aplicados na concessão de 100 mil bolsas, das quais 75 mil financiadas pelo governo e 26 mil pela iniciativa privada. O programa está focado em ciências básicas, engenharias e áreas de tecnologia, tendo como meta aperfeiçoar a formação de estudantes brasileiros já a partir da graduação (de um ano de duração), custeando estágios fora do Brasil, e ao mesmo tempo atrair jovens e promissores cientistas e pesquisadores do exterior (bolsas de até três anos).

É neste intercâmbio que o Ciência sem Fronteiras investe para expandir e internacionalizar a ciência e tecnologia, a inovação e a competitividade do Brasil. Cabe aos órgãos de fomento do MCTI e do Ministério da Educação — respectivamente, CNPq e Capes — a implementação do programa.

No exterior, os alunos de graduação e pós-graduação, com bolsas do programa Ciência sem Fronteiras, têm a chance de estagiarem em instituições prestigiadas de sistemas educacionais mundialmente reconhecidos por sua expertise nos campos da tecnologia e da inovação. Como o Imperial College of Science, Technology and Medicine, de Londres, onde, em agosto, 13 estudantes do Brasil cumpriam estágio.

 “Nossos pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação mais talentosos podem realizar estágios nas melhores universidades do mundo e em ambiente educacional e profissional onde inovação, empreendedorismo e competitividade já são o padrão, fortalecendo a internacionalização, aumentando o conhecimento inovador das indústrias brasileiras e atraindo jovens talentos e pesquisadores altamente qualificados para trabalhar no Brasil”, explica o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, que destacou que apenas 5% do orçamento do órgão são usados com despesas administrativas. Os outros 95% chegam às mãos dos pesquisadores na forma de bolsas ou auxílios.

Os pesquisadores do exterior que quiserem se fixar no Brasil ou formar parcerias com brasileiros também podem se beneficiar com as bolsas do Ciência sem Fronteiras, desde que trabalhem dentro das áreas prioritárias definidas no programa, aquelas em que, segundo Oliva, o país tem chances de ser competitivo em inovação. Pesquisadores de empresas também podem ter acesso a treinamento especializado no exterior, por meio dos 25% de bolsas custeadas pela iniciativa privada.

Para o professor Segen Farid Estefen, diretor da Coppe/UFRJ, o Ciência sem Fronteiras é muito bem-vindo, mas ainda pode melhorar. Para ele, além de incentivar a internacionalização dos estudantes, o programa precisa também reconhecer instituições no Brasil em pé de igualdade com aquelas do exterior.

“Há uma fila [de pessoas] que quer interagir com a Coppe. Não temos tempo de receber cerca de dez delegações que nos procuram por semana. Como vamos mandar nossos alunos para fora? Queremos que [esses interessados] trabalhem em áreas que complementem o que fazemos. Esse espaço deve ser criado de forma mais específica no Ciência sem Fronteiras”, sugeriu o professor.

Sumário

Indicadores de inovação tecnológica no mundo: a posição do Brasil nos rankings

Participação de commodities e de produtos de alta tecnologia na exportação do Brasil

Crise econômica mundial, exportação de commodities e primarização

Investimento em pesquisa e desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Financiamento público nos países para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia

Indústria no Brasil tem pouca participação nos produtos de inovação tecnológica

Laboratórios de pesquisa do Coppe na UFRJ

Convênios tecnológicos da UFCG, PB, referência em tecnologia e engenharia

Incubadoras de empresas no Brasil

Inovação, empresas e universidades: parques tecnológicos no Brasil

Leis federais e estaduais para incentivo de ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Pesquisa, ciência, tecnologia e inovação começam na educação

Investimento em inovação tecnológica: Finep e os pesquisadores brasileiros

Universidade: doutores que não chegam às empresas e à pesquisa na indústria do Brasil

Formação em engenharia no Brasil: engenheiros para ciência e inovação tecnológica

Orçamento público de ciência, tecnologia e inovação: investimento do governo do Brasil

Desenvolvimento de pesquisas: NITs e redes temáticas

Programa Ciência sem Fronteiras: bolsas para estudantes e pesquisadores

Programas do CNPq para desenvolvimento de projetos de pesquisa em empresas

A Lei do Bem (Lei nº 11.196, de 2005)

Empresas privadas e leis de incentivo à ciência no cenário nacional

A economia do conhecimento: seminário sobre produção, ciência, tecnologia e inovação

Universidades do Brasil: poucas patentes e inovação tecnológica

Projeto de lei para setor de ciência, tecnologia e inovação

Recursos: o fundo social dos royalties de petróleo