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Inovação, empresas e universidades: parques tecnológicos no Brasil

Inovação, empresas e universidades: parques tecnológicos no Brasil

A relação entre empresas e universidades no Brasil gerou polêmica entre debatedores do seminário no Senado. O assessor da Finep André Araújo levantou dúvidas com relação ao modelo em que a universidade serve como base para novos negócios, como acontece em diversas instituições, como o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), por meio de parques tecnológicos ou incubadoras de empresas. A afirmação levou à reação do professor Segen Estefen, da Coppe.


Estefen, da Coppe/UFRJ, defende modelo de
parques tecnológicos como saída para inovação
(Foto: Vagner Carvalho)

Mesmo admitindo que, para inovar, o país precisa de “fábricas de empresa”, Araújo questionou a vocação da universidade para cumprir esse papel. “Quando a universidade procura se transformar numa fábrica de empresas, a gente olha de forma positiva, mas também com desconfiança. Não sei se isso é viável dentro das universidades. Não sei como um polo com multinacionais dentro do Fundão [onde está a Coppe] pode levar o Brasil à grande autonomia do ponto de vista de inovação tecnológica. Talvez seja uma visão conservadora, mas não consigo ver a dinâmica que vai ser construída a partir daí”, confessou.

Segen Estefen discordou das posições do assessor da Finep. “Eu acho que o parque tecnológico, com empresas estrangeiras, gera uma dinâmica extremamente importante para a universidade, até para a criação das empresas de base tecnológica, que vão conviver nesse ambiente”, afirmou.

Para ele, não há como fazer inovação no Brasil sem as universidades. “Os doutores estão lá, em sua grande maioria. Os núcleos, as ilhas, os oásis de ciência e tecnologia do Brasil estão nas universidades, e é impossível pensar diferente”, considerou.

Justamente por isso, Estefen acredita que a inovação no Brasil não será feita nas empresas, porque elas não investem em pesquisadores. “Elas têm que investir nisso primeiro para, depois, fazer inovação. Elas são incipientes, não investem em P&D. Temos empresas familiares equivalentes às da Coreia do Sul, que são as nossas empreiteiras, mas não investem em P&D”, lembrou.

O professor avalia que é preciso, primeiro, pensar onde estão os recursos no Brasil, para, a partir daí, construir a inovação.

Sumário

Indicadores de inovação tecnológica no mundo: a posição do Brasil nos rankings

Participação de commodities e de produtos de alta tecnologia na exportação do Brasil

Crise econômica mundial, exportação de commodities e primarização

Investimento em pesquisa e desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Financiamento público nos países para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia

Indústria no Brasil tem pouca participação nos produtos de inovação tecnológica

Laboratórios de pesquisa do Coppe na UFRJ

Convênios tecnológicos da UFCG, PB, referência em tecnologia e engenharia

Incubadoras de empresas no Brasil

Inovação, empresas e universidades: parques tecnológicos no Brasil

Leis federais e estaduais para incentivo de ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Pesquisa, ciência, tecnologia e inovação começam na educação

Investimento em inovação tecnológica: Finep e os pesquisadores brasileiros

Universidade: doutores que não chegam às empresas e à pesquisa na indústria do Brasil

Formação em engenharia no Brasil: engenheiros para ciência e inovação tecnológica

Orçamento público de ciência, tecnologia e inovação: investimento do governo do Brasil

Desenvolvimento de pesquisas: NITs e redes temáticas

Programa Ciência sem Fronteiras: bolsas para estudantes e pesquisadores

Programas do CNPq para desenvolvimento de projetos de pesquisa em empresas

A Lei do Bem (Lei nº 11.196, de 2005)

Empresas privadas e leis de incentivo à ciência no cenário nacional

A economia do conhecimento: seminário sobre produção, ciência, tecnologia e inovação

Universidades do Brasil: poucas patentes e inovação tecnológica

Projeto de lei para setor de ciência, tecnologia e inovação

Recursos: o fundo social dos royalties de petróleo