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Investimento em inovação tecnológica: Finep e os pesquisadores brasileiros

Investimento em inovação tecnológica: segundo a Finep, maioria dos pesquisadores brasileiros está nas universidades, não nas empresas 

A falta de iniciativa das empresas — que em outros países são responsáveis por traduzir os avanços tecnológicos em produtos e serviços para a sociedade — para investimento em inovação tecnológica no Brasil pode ser observada em vários indicadores. Um deles: elas praticamente não contratam mestres ou doutores. Esses profissionais, que estariam prontos para pesquisar e inovar, estão, na grande maioria, nas universidades (que concentram a produção científica nacional) ou na administração pública.

O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, revelou, em audiência realizada em maio na CCT do Senado, que a maioria dos pesquisadores brasileiros (57%) trabalha nas universidades, 37% estão nas empresas e 5%, no governo. Nos Estados Unidos, segundo ele, a estatística é diferente: 79% dos pesquisadores estão nas empresas, 14,8% nas universidades e 3,6% no governo.


Glauco Arbix, presidente da Finep, destaca concentração
dos pesquisadores nas universidades (Foto: Finep)

“Funcionamos diferente dos Estados Unidos. Os doutores não vão para as indústrias, com raras exceções. As exceções são as estatais, a Petrobras e algumas empresas do setor elétrico”, afirma o professor Segen Estefen, da Coppe.

Com efeito, são basicamente as estatais, como Petrobras e Eletrobras, ou as antigas estatais, como Embraer, Vale e as empresas de telecomunicações, que mais fazem investimento em inovação tecnológica no Brasil.

“Se tirarmos a Petrobras, o nosso investimento privado some do gráfico, simplesmente desaparece”, complementa o neurocientista Miguel Nicolelis.

Segundo André Araújo, assessor da presidência da Finep, entre 7 mil e 10 mil empresas respondem pelo total do investimento privado brasileiro em pesquisa e desenvolvimento (P&D), equivalente a cerca de 0,5% do PIB. Delas, entre 600 e 700 respondem por mais de 90% do total, sendo que mais da metade é estrangeira.

“Estamos precisando é de fábricas de empresa. Precisamos de mais dez Petrobras, Vale, Embraer. O caminho da inovação é o caminho da empresa”, afirmou Araújo, no seminário patrocinado pela CCT.

Sumário

Indicadores de inovação tecnológica no mundo: a posição do Brasil nos rankings

Participação de commodities e de produtos de alta tecnologia na exportação do Brasil

Crise econômica mundial, exportação de commodities e primarização

Investimento em pesquisa e desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Financiamento público nos países para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia

Indústria no Brasil tem pouca participação nos produtos de inovação tecnológica

Laboratórios de pesquisa do Coppe na UFRJ

Convênios tecnológicos da UFCG, PB, referência em tecnologia e engenharia

Incubadoras de empresas no Brasil

Inovação, empresas e universidades: parques tecnológicos no Brasil

Leis federais e estaduais para incentivo de ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Pesquisa, ciência, tecnologia e inovação começam na educação

Investimento em inovação tecnológica: Finep e os pesquisadores brasileiros

Universidade: doutores que não chegam às empresas e à pesquisa na indústria do Brasil

Formação em engenharia no Brasil: engenheiros para ciência e inovação tecnológica

Orçamento público de ciência, tecnologia e inovação: investimento do governo do Brasil

Desenvolvimento de pesquisas: NITs e redes temáticas

Programa Ciência sem Fronteiras: bolsas para estudantes e pesquisadores

Programas do CNPq para desenvolvimento de projetos de pesquisa em empresas

A Lei do Bem (Lei nº 11.196, de 2005)

Empresas privadas e leis de incentivo à ciência no cenário nacional

A economia do conhecimento: seminário sobre produção, ciência, tecnologia e inovação

Universidades do Brasil: poucas patentes e inovação tecnológica

Projeto de lei para setor de ciência, tecnologia e inovação

Recursos: o fundo social dos royalties de petróleo