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Indicadores de inovação tecnológica no mundo: a posição do Brasil nos rankings

Um dos indicadores usados para medir o desempenho de um país no que diz respeito à inovação tecnológica é o ranking da escola de negócios IMD Foundation Board (World Competitiveness Yearbook). Na última versão, lançada este ano, o Brasil ocupa o 46º lugar no mundo, posição atrás de Hong Kong, Estados Unidos, Suíça, Cingapura e Suécia e também de China, Chile, Índia, México, Peru, Malásia e Irlanda (veja infográfico abaixo).

Pior que isso, o Brasil vem perdendo posições nesse indicador de inovação tecnológica desde 2010, quando apareceu em 38º lugar no mundo. Em 2011, caiu para 44º e, agora, perdeu mais duas posições no ranking.

Em setembro, o Fórum Econômico Mundial apresentou outro indicador, seu ranking de competitividade e inovação tecnológica, em que o Brasil aparece em posição semelhante: 48º lugar no mundo, entre 144 países. Porém, nesse comparativo, o país apareceu cinco posições acima da classificação de 2011 e dez da de 2010.

Um dos indicadores observados nesse ranking é justamente a inovação tecnológica. Apesar da melhoria geral, o Brasil perdeu cinco posições nesse quesito.

Diante de avaliações assim, não é surpresa que os casos de sucesso em inovação tecnológica no Brasil sejam tratados como “ilhas de excelência”. “Os centros de produção de conhecimento do país, em vez de regra, são tratados como experiências bem-sucedidas em meio a um universo de falta de estímulo e investimento”, observou o neurocientista Miguel Nicolelis.


Nicolelis: é preciso convencer a iniciativa privada
de que vai ganhar mais dinheiro se investir em pesquisa
(Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

Mais que novos produtos de inovação tecnológica, a mudança no perfil da produção no mundo, já chamada de terceira revolução industrial, incorporou grande aumento de produtividade com redução dos custos de cada unidade produzida.

“Não há futuro sem que um país domine os caminhos da inovação. O Brasil ainda não despertou para isso suficientemente”, alertou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).


Cristovam Buarque (C), Vital do Rêgo (D) e o secretário executivo do MCTI,
Luiz Antônio Elias, participam do seminário (Foto: Vagner Carvalho)

Sumário

Indicadores de inovação tecnológica no mundo: a posição do Brasil nos rankings

Participação de commodities e de produtos de alta tecnologia na exportação do Brasil

Crise econômica mundial, exportação de commodities e primarização

Investimento em pesquisa e desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Financiamento público nos países para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia

Indústria no Brasil tem pouca participação nos produtos de inovação tecnológica

Laboratórios de pesquisa do Coppe na UFRJ

Convênios tecnológicos da UFCG, PB, referência em tecnologia e engenharia

Incubadoras de empresas no Brasil

Inovação, empresas e universidades: parques tecnológicos no Brasil

Leis federais e estaduais para incentivo de ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Pesquisa, ciência, tecnologia e inovação começam na educação

Investimento em inovação tecnológica: Finep e os pesquisadores brasileiros

Universidade: doutores que não chegam às empresas e à pesquisa na indústria do Brasil

Formação em engenharia no Brasil: engenheiros para ciência e inovação tecnológica

Orçamento público de ciência, tecnologia e inovação: investimento do governo do Brasil

Desenvolvimento de pesquisas: NITs e redes temáticas

Programa Ciência sem Fronteiras: bolsas para estudantes e pesquisadores

Programas do CNPq para desenvolvimento de projetos de pesquisa em empresas

A Lei do Bem (Lei nº 11.196, de 2005)

Empresas privadas e leis de incentivo à ciência no cenário nacional

A economia do conhecimento: seminário sobre produção, ciência, tecnologia e inovação

Universidades do Brasil: poucas patentes e inovação tecnológica

Projeto de lei para setor de ciência, tecnologia e inovação

Recursos: o fundo social dos royalties de petróleo