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Desenvolvimento de pesquisas: NITs e redes temáticas

Desenvolvimento de pesquisas em universidades públicas e empresas do setor privado no Brasil: Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e redes temáticas de centros tecnológicos 


Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília:
redes temáticas têm como missão construir a ponte que leve à inovação
(Foto: Isabela Lyrio/UnB Agência)

A política do MCTI de aumentar o número de núcleos de inovação tecnológica (NITs) nas universidades públicas levou à criação de 94 novas unidades em uma década. Outras 60 estão em formação. O número coloca o Brasil entre os países que mais têm crescido em termos de parques tecnológicos, incubadoras de base tecnológica e núcleos do gênero.

Focado no aumento da competitividade das empresas no Brasil, o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec) efetuou o desenvolvimento de redes temáticas de centros de inovação, incumbidas de gerar e transformar conhecimentos científicos e tecnológicos em produtos, processos e protótipos com viabilidade comercial. Cada rede é constituída por, no mínimo, três centros de inovação com experiência na interação com empresas e que possuam política de propriedade intelectual; se for instituição pública, deve ter um NIT estruturado.

Essas redes temáticas apresentam projetos cooperativos a terem desenvolvimento por seus centros de inovação, para atender demandas específicas de empresas. Tais projetos devem ter valor mínimo de R$ 500 mil, dos quais até 95% podem ser financiados pela Finep, conforme o porte da empresa. Já existem redes formalizadas no Brasil em setores como bioetanol, eletrônica, equipamentos e componentes de uso médico, hospitalar e odontológico, manufatura e bens de capital, microeletrônica, nanocosméticos, plásticos e borrachas, tecnologias para energia solar e até em vitivinicultura.


Vocação cartorial

Mas os participantes do seminário Caminhos para a Inovação, no Senado, apontaram um problema grave: a burocracia no Brasil. Primeiro, o cientista que interage com uma empresa tem que aprovar a pesquisa junto ao NIT. Por sua vez, o NIT muita vezes considera insuficientes as garantias dadas de proteção à propriedade intelectual gerada pela universidade. Assim, o núcleo acaba produzindo exigências adicionais, que dificultam a interação com o setor privado no campo da inovação tecnológica.

“Precisamos transformar os núcleos de informação tecnológica em escritórios de negócios, ter mecanismos que façam com que os núcleos acompanhem a pesquisa e procurem o setor correspondente, promova e procure novas aplicações para as atividades do pesquisador”, afirmou o analista de Políticas e Indústrias Rodrigo de Araújo Teixeira, representante da CNI.

De acordo com Álvaro Prata, secretário nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, o que o governo federal investe em pesquisa e desenvolvimento não é muito diferente do que fazem grandes nações desenvolvidas. No Brasil, a distância maior está nas empresas do setor privado, daí a importância da interação entre público e privado existente por meio dos NITs.

“Colocamos como meta em 2014 que esse patamar [de investimento em C&T] deva chegar a 1,8%. O difícil é que queremos que 0,9% seja governo federal — acho que chegaremos a isso — e 0,9% do setor industrial. Aí está a dificuldade, porque países que estão na frente — por exemplo, a Finlândia e a Coreia — têm o setor industrial investindo, sozinho, acima de 2%, 2,5%”, lembrou Álvaro Prata.

Sumário

Indicadores de inovação tecnológica no mundo: a posição do Brasil nos rankings

Participação de commodities e de produtos de alta tecnologia na exportação do Brasil

Crise econômica mundial, exportação de commodities e primarização

Investimento em pesquisa e desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Financiamento público nos países para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia

Indústria no Brasil tem pouca participação nos produtos de inovação tecnológica

Laboratórios de pesquisa do Coppe na UFRJ

Convênios tecnológicos da UFCG, PB, referência em tecnologia e engenharia

Incubadoras de empresas no Brasil

Inovação, empresas e universidades: parques tecnológicos no Brasil

Leis federais e estaduais para incentivo de ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Pesquisa, ciência, tecnologia e inovação começam na educação

Investimento em inovação tecnológica: Finep e os pesquisadores brasileiros

Universidade: doutores que não chegam às empresas e à pesquisa na indústria do Brasil

Formação em engenharia no Brasil: engenheiros para ciência e inovação tecnológica

Orçamento público de ciência, tecnologia e inovação: investimento do governo do Brasil

Desenvolvimento de pesquisas: NITs e redes temáticas

Programa Ciência sem Fronteiras: bolsas para estudantes e pesquisadores

Programas do CNPq para desenvolvimento de projetos de pesquisa em empresas

A Lei do Bem (Lei nº 11.196, de 2005)

Empresas privadas e leis de incentivo à ciência no cenário nacional

A economia do conhecimento: seminário sobre produção, ciência, tecnologia e inovação

Universidades do Brasil: poucas patentes e inovação tecnológica

Projeto de lei para setor de ciência, tecnologia e inovação

Recursos: o fundo social dos royalties de petróleo