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Convênios tecnológicos da UFCG, PB, referência em tecnologia e engenharia

Os convênios tecnológicos da UFCG, PB: crescimento de uma instituição de referência em tecnologia e engenharia


Campus da Universidade Federal de Campina Grande: em dez anos,
a instituição virou referência em tecnologia (Foto: Bruno Coitinho Araújo)

A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), PB, foi exemplo de instituição acadêmica de ponta citado no seminário realizado pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado. Criada em 2002, a partir de um desmembramento da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a instituição conseguiu, em dez anos, aumentar em 196% o número de vagas para alunos e em 168% o número de cursos de graduação oferecidos.

Mas não é só o crescimento quantitativo que faz da UFCG um exemplo. Nesse curto período, a universidade também se tornou referência na área de tecnologia, sobretudo em Engenharia Elétrica. O curso foi o único no Norte e no Nordeste que recebeu nota 6 (de um máximo de 7) na última avaliação trienal da Capes, divulgada em 2010. Somente seis cursos de Engenharia Elétrica em todo o país alcançaram essa nota. E apenas a Coppe/UFRJ e a Unicamp receberam nota máxima.

“Hoje a Paraíba lidera a área de tecnologia nas regiões Norte e Nordeste, principalmente na área de engenharia”, confirmou o diretor do Centro de Engenharia Elétrica e Informática (Ceei) da UFCG, Wellington Santos Mota. Segundo ele, o curso já colocou no mercado mais de 2 mil engenheiros. “Temos 976 alunos de Engenharia Elétrica matriculados e já formamos 478 mestres e 183 doutores”, completou Mota.


Reuni foi decisivo

A UFCG possui hoje campi nas cidades paraibanas de Patos, Sousa, Cajazeiras, Cuité, Pombal e Sumé. Segundo Mota, um componente importante para o crescimento da instituição foi o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), implantado em 2003 pelo governo federal para promover a expansão física, acadêmica e pedagógica da rede federal de educação superior.

Wellington Santos Mota também atribui o crescimento da UFCG à visão do professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque. Durante sua gestão como presidente do CNPq, de 1980 a 1985, Lynaldo criou o primeiro parque tecnológico brasileiro com incubadora de empresas. Como diretor da Escola Politécnica da Universidade Federal da Paraíba, de 1964 a 1971, apresentou a proposta de criação de um instituto tecnológico, vinculado à escola.


Segundo Santos Mota, a UFCG é líder de
tecnologia das regiões Norte e Nordeste:
2 mil engenheiros formados (Foto: Vagner Carvalho)


Acordos internacionais

“A ideia de Lynaldo era fazer convênios com instituições do exterior. O primeiro convênio aconteceu em 1964 com a Universidade da Califórnia, no âmbito rural. Esse pontapé inicial resultou em um crescimento vertiginoso na área de tecnologia, que igualou a nossa instituição aos mais conceituados centros de pesquisa no eixo Sul–Sudeste”, avalia Mota.

Depois, veio o convênio tecnológico com o governo britânico, que instalou um laboratório de alta tensão em Campina Grande, o primeiro das universidades no Brasil, segundo o diretor. Em seguida, foram firmados acordos com Japão, Alemanha, França e Holanda.

“O mais importante deles foi com a Agência Canadense de Desenvolvimento, para doutoramento de professores, principalmente nas áreas de engenharia elétrica e computação. Dos convênios nacionais, o mais significativo foi com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica [ITA]”, avaliou.

O Centro de Engenharia Elétrica e Informática da UFCG, que hoje abriga os departamentos de Engenharia Elétrica e de Sistemas e Computação, mantém parceria com várias instituições públicas e privadas, que fazem da universidade um lugar privilegiado para inovação em tecnologia. Entre elas, estão Nokia, Petrobras, Ford e Siemens.

Com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o centro firmou parceria para criação de chip decodificador de vídeo — “o mais complexo já desenvolvido por uma instituição brasileira”, explica Mota —, e de chip para reconhecimento de voz, ambos pela Rede Brazil IP (Intelectual Property). A rede é um consórcio de laboratórios e universidades brasileiras para pesquisa e produção de equipamentos de informática, com financiamento do ministério.

Sumário

Indicadores de inovação tecnológica no mundo: a posição do Brasil nos rankings

Participação de commodities e de produtos de alta tecnologia na exportação do Brasil

Crise econômica mundial, exportação de commodities e primarização

Investimento em pesquisa e desenvolvimento, ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Financiamento público nos países para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia

Indústria no Brasil tem pouca participação nos produtos de inovação tecnológica

Laboratórios de pesquisa do Coppe na UFRJ

Convênios tecnológicos da UFCG, PB, referência em tecnologia e engenharia

Incubadoras de empresas no Brasil

Inovação, empresas e universidades: parques tecnológicos no Brasil

Leis federais e estaduais para incentivo de ciência, tecnologia e inovação no Brasil

Pesquisa, ciência, tecnologia e inovação começam na educação

Investimento em inovação tecnológica: Finep e os pesquisadores brasileiros

Universidade: doutores que não chegam às empresas e à pesquisa na indústria do Brasil

Formação em engenharia no Brasil: engenheiros para ciência e inovação tecnológica

Orçamento público de ciência, tecnologia e inovação: investimento do governo do Brasil

Desenvolvimento de pesquisas: NITs e redes temáticas

Programa Ciência sem Fronteiras: bolsas para estudantes e pesquisadores

Programas do CNPq para desenvolvimento de projetos de pesquisa em empresas

A Lei do Bem (Lei nº 11.196, de 2005)

Empresas privadas e leis de incentivo à ciência no cenário nacional

A economia do conhecimento: seminário sobre produção, ciência, tecnologia e inovação

Universidades do Brasil: poucas patentes e inovação tecnológica

Projeto de lei para setor de ciência, tecnologia e inovação

Recursos: o fundo social dos royalties de petróleo