O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) subiu à tribuna nesta quarta-feira (11) para defender a permanência do italiano Cesare Battisti no Brasil. E disse esperar que o Supremo Tribunal Federal não aceite o pedido de extradição feito pelo governo da Itália - Battisti foi condenado em seu país pela suposta participação em quatro assassinatos, ocorridos na década de 1970.
- Não o conheço pessoalmente, mas ele conta com minha solidariedade - declarou o parlamentar.
Inácio Arruda comparou a eventual extradição de Battisti à de Olga Benario, então esposa de Luís Carlos Prestes, que foi morta em um campo de concentração nazista. Ele também lembrou a tentativa do governo dos Estados Unidos de deportar John Lennon e sua mulher, Yoko Ono, que incomodavam o governo americano com sua postura pacifista e de apoio aos protestos contra a guerra do Vietnan.
Ao apoiar o discurso, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder o status de refugiado político a Battisti foi uma decisão correta tanto do ponto de vista jurídico como do humanitário.
Arafat
Inácio Arruda também homenageou o líder palestino Yasser Arafat, que faleceu há cinco anos, em 11 de novembro de 2004. O senador lembrou que Arafat foi um dos fundadores da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e ressaltou que "ele estava ao lado de seu povo".
- E é preciso lembrar que continuam as ocupações ilegais na Palestina, determinadas por Israel - frisou o parlamentar, acrescentando que "há carrascos e há vítimas".